O CINEASTA JOSÉ MOJICA MARINS, NA PELE DE SEU PERSONAGEM CÉLEBRE, O POPULAR ZÉ DO CAIXÃO, É FLAGRADO EM PLENA SESSÃO DE EXORCISMO AOS MAUS ESPÍRITOS QUE INSISTIAM EM ATORMENTAR O JOGADOR VAMPETA DEPOIS DE FINDADO O CARNAVAL BAIANO.
VEJAM! É ATERRORIZANTE!!! - EM TODOS OS SENTIDOS.

O carnaval se foi e deixou em mim um princípio de úlcera, trombose, coqueluche, hipocondria, sífilis, ciúmes, asma e cleptomania. Patriarca foi destaque no desfile do Grêmio Recreativo e Escola de Samba Unidos do Caralho a Quatro saindo no carro que simbolizava sua própria concupiscência. Uma vez que ele, Patriarca, era o homenageado no enredo da escola. Enredo este que trazia o belo título: “Escreveu, não leu, o pau comeu, atrás do Patriarca só não vai quem já morreu!!!”.
Com uma fantasia de “Babalaorixá da Puta que o Pariu”, Patriarca vinha no alto do carro, acenava para todos, sambava tal qual um turista irlandês e repetia o refrão do samba enredo que dizia: “Me lembro como se fosse ontem... Seu Pinto quando está com a cachorra, balança feito gangorra. Vai para o lado esquerdo e para o direito, parece um bêbado perdido na avenida. Não tem jeito, Seu Pinto tem esse defeito... Me lembro como se fosse ontem...”. Essa passagem da letra do samba-enredo faz uma alusão à vida desregrada que leva o personagem título (também conhecido como Seu Pinto, como podemos constatar na letra). Por aí, tiramos a clara conclusão de que a devassidão de Patriarca vem, literalmente, de outros carnavais.
Além da presença certa e ilustre de Patriarca, o folião-bêbado-inconsequente, na avenida, o carnaval também é capaz de nos propiciar momentos de uma emoção ímpar, só comparada talvez àquela de poder, um dia, se Jeová nos permitir, fitar Josias num baile dançando o samba do crioulo doido no meio do salão, envolvido por serpentina e, quiçá, cheirando um loló, lança-perfume ou qualquer outra coisa parecida. Estou falando da euforia transmitida pela célebre apuração do desfile das escolas de samba, na quarta-feira de cinzas.
Digam-me, caros leitores. Existe algo mais emocionante do que a apuração do desfile das escolas de samba transmitida em rede nacional? Temo que não! Principalmente numa quarta-feira de cinzas!!! É aquele mesmo locutor, desde quando me entendo por criatura pensante, que diz, com sua voz de motorista de carro fúnebre: “Quesito: Alegorias e adereços! Mocidade Independente de Padre Miguel. Nota: 10!!!” E, em seguida, o grito da galera: Aaahhh!!! – Uma verdadeira merda! Sem contar a entonação ridícula e horrível que o tal locutor faz questão de acrescentar à sua voz quando anuncia a nota dada por um jurado estúpido.
Enfim, o carnaval era a festa do povo, mas alguns negros se venderam de novo. E, não podemos discordar do fato de que todas as nações deste planeta têm sua parcela inapelável de estupidez, entretanto existe apenas uma que elege cinco dias do ano para celebrar esta estupidez em rede nacional de televisão.
Contudo, resta-me apelar: Eu quero ver essa merda funcionando, porra!!!
Almeidinha Trinta e Cinco (concunhado do Joãozinho).
E viva Josias, o Divino! Salve!!!
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